Políticas e Medidas do ano 2025
A imparcialidade e a integridade não são apenas uma base para desenvolver o auto-aperfeiçoamento e a relação de liderança com outras pessoas, mas também servem de pedra basilar para a construção do Estado de Direito na sociedade e para o desenvolvimento estável da região. Além disso, a construção de uma sociedade íntegra precisa também das garantias do Estado de Direito, sendo que ambos produzem efeitos complementares. O Comissariado contra a Corrupção (CCAC), enquanto órgão responsável pelo combate à corrupção e pelo tratamento dos casos de provedoria de justiça em Macau, irá cooperar com o princípio governativo de “Trabalhar com espírito empreendedor e avançar juntos, persistir no caminho certo e apostar na inovação” do VI Governo, reforçando a sua contribuição para a consolidação do regime de supervisão da integridade e para o desenvolvimento de uma sociedade íntegra, imparcial e justa, assente no primado da lei, juntamente com o País e o Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM).
O CCAC irá insistir no respeito pelo princípio de investigação e tratamento dos casos nos termos legais, continuando a combater a corrupção nos sectores público e privado, reforçando a cooperação transfronteiriça no combate à corrupção e intensificando a sensibilização sobre a integridade, com vista a procurar resolver o problema não só a nível superficial, mas também de forma radical e a combater a corrupção de forma sistemática. Para além disso, o CCAC irá actuar em articulação com o lema governativo de elevação da capacidade da administração pública e do nível de governação, em direcção à meta de uma boa governação, no sentido de desempenhar amplamente as suas funções de fiscalização, promovendo, nos trabalhos em matéria de integridade, a construção do Estado de Direito assente no exercício da governança com fundamento na lei e na administração em obediência à lei, nomeadamente, aumentando o grau de fiscalização dos processos disciplinares e empenhando-se na elevação da consciência dos trabalhadores da função pública relativamente ao cumprimento das suas funções com integridade, entre outras acções. Em simultâneo, o CCAC continuará a proporcionar garantias de integridade para a implementação com sucesso do princípio “um País, dois sistemas” na RAEM, e a reforçar a cooperação internacional e regional, sobretudo participando activamente nos trabalhos para construção de uma sociedade íntegra na zona da Grande Baía.
O ano de 2025 é ano de eleições para a Assembleia Legislativa de Macau. Com base nas experiências anteriores e tendo em conta a situação real da sociedade, o CCAC irá fiscalizar plenamente as eleições para a 8.ª Assembleia Legislativa, combatendo a corrupção nos termos legais, com vista a demonstrar o valor de umas eleições justas, imparciais e íntegras.
Em 2025, o CCAC irá desenvolver trabalhos nos seguintes âmbitos:
Em 2025, irão realizar-se em Macau as eleições para a 8.ª Assembleia Legislativa. O CCAC irá unir-se para reforçar a cooperação e o espírito de equipa, desenvolvendo plenamente os trabalhos de fiscalização e promoção de eleições limpas, para dar a conhecer ao público, especialmente aos candidatos e eleitores, as disposições da lei eleitoral, defendendo conjuntamente umas eleições justas e limpas, contribuindo para a realização das actividades eleitorais de forma harmoniosa, ordenada e estável, assegurando assim a escolha de representantes competentes para Macau.
O ano de 2025 marca o início do VI Governo da RAEM e o termo do 2.º Plano Quinquenal da RAEM, sendo também o ano das eleições para a 8.ª Assembleia Legislativa de Macau. O CCAC está ciente da sua grande responsabilidade e irá cumprir cabalmente as suas funções, articulando-se activamente com as linhas de acção governativa do VI Governo da RAEM, pondo em prática a visão de governação de “Macau alicerçado no Estado de Direito”, com o objectivo de demonstrar a justiça e a equidade da sociedade, empenhando-se assim no reforço de uma sociedade íntegra, imparcial e justa assente no primado da lei.
Durante o período da implementação do 2.º Plano Quinquenal, o CCAC concluiu, de acordo com o planeado, os trabalhos de revisão da respectiva legislação, tendo optimizado as suas atribuições e competências, bem como a sua estrutura orgânica, etc. Em 2025, o CCAC irá concretizar os respectivos trabalhos de optimização nas suas acções concretas de combate à corrupção e de promoção de integridade.
Em 2025, em articulação com a orientação governativa de “prossecução do interesse do público” do VI Governo e sob a premissa de elevar a eficiência da governação, o CCAC irá exercer, nos termos da lei, os poderes que lhe foram conferidos, desenvolvendo plenamente o papel fiscalizador da provedoria de justiça, a fim de ajudar o Governo a alcançar o objectivo de uma boa governação.
Para além das acções de divulgação sobre eleições limpas, o CCAC desenvolverá de forma contínua acções de sensibilização para a integridade destinadas aos sectores público e privado, à comunidade em geral, e ao sector da educação, intensificando a educação sobre a integridade, com vista a consolidar a consciência sobre a integridade, a prevenção da corrupção e o cumprimento da lei por parte das diferentes camadas sociais.
Por outro lado, o CCAC reforçará o apoio no âmbito da educação moral junto das escolas e dos estudantes de língua não chinesa, nomeadamente através do lançamento do “Programa de Educação para a Honestidade dos Estudantes do Ensino Primário – Nova Geração Íntegra” ministrado em língua inglesa, alargando assim as acções da educação para a integridade. Além disso, o CCAC optimizará, em termos de software e hardware, constantemente os conteúdos complementares de divulgação e sensibilização destinados aos jovens e estudantes, nomeadamente actualizando os conteúdos de algumas partes da área de exposição multimédia da base de educação para a integridade junto dos jovens, sita na Delegação do CCAC na Taipa, que foi criada há três anos, bem como lançando novas actividades de divulgação para a integridade destinadas aos jovens, entre outras acções.
Em 2025, o CCAC continuará a proporcionar garantias de integridade para a implementação com sucesso do princípio “um País, dois sistemas” na RAEM, incluindo o aprofundamento da cooperação com o Interior da China e Hong Kong, estabelecendo sobretudo ligações com os órgãos de fiscalização das diversas cidades da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, realizando neste âmbito visitas periódicas, trocando experiências no que respeita à execução da lei, conhecendo a situação do combate à corrupção no Interior da China e em Hong Kong para uma aprendizagem mútua, promovendo, assim e em conjunto, os trabalhos de construção de uma sociedade íntegra na Grande Baía.
O “Plano de Desenvolvimento Geral da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin” é uma preparação fundamental para enriquecer a prática do princípio “um País, dois sistemas” e a sua implementação está intimamente relacionada com o desenvolvimento a longo prazo da RAEM, sendo este um conteúdo essencial da acção governativa do Governo da RAEM. Para o efeito, o CCAC irá estudar, em conjunto com os respectivos órgãos de fiscalização do Interior da China, formas de reforçar a cooperação em conformidade com o enquadramento jurídico das duas regiões, com vista à construção, em conjunto, de uma “Zona de Cooperação Íntegra”.
No âmbito da cooperação internacional e regional, o CCAC irá continuar a colaborar com o País nos trabalhos de avaliação da conformidade da implementação da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, e cumprir rigorosamente os seus deveres como membro de várias organizações internacionais e regionais, nomeadamente da Associação Internacional de Autoridades contra a Corrupção (IAACA), da Rede Operacional Global de Autoridades contra a Corrupção (GlobE Network) e do Instituto Internacional do Ombudsman (IOI), colaborando plenamente nos trabalhos dessas organizações e participando activamente nas respectivas conferências, seminários e workshops internacionais. A par disso, reforçar-se-á o intercâmbio com entidades homólogas de outros países e regiões no âmbito do combate à corrupção e da provedoria de justiça, mantendo boas relações com as mesmas e lidando, em conjunto, com os desafios e os obstáculos que o mundo enfrenta, com vista à construção, de uma sociedade mais justa, imparcial e íntegra.
Além disso, a fim de promover e implementar o “Plano para uma Gestão Íntegra – Progressão e Inovação”, o CCAC irá reforçar a consciência do pessoal dos serviços da Administração Pública sobre a prevenção da corrupção, conhecer sobretudo o desenvolvimento e a eficácia dos trabalhos anti-corrupção do Interior da China e, ao mesmo tempo, aprofundar o conhecimento sobre a conjuntura nacional, para que a equipa de trabalhadores da função pública possa conhecer melhor a importância da construção de uma sociedade íntegra.
Em 2025, o CCAC irá optimizar os equipamentos de software e hardware para continuar a elevar o nível de investigação, articulando estes ainda mais com o funcionamento do CCAC, nomeadamente continuará a desenvolver e optimizar, por iniciativa própria, diversos tipos de software relacionados com a investigação, com vista a apoiar os trabalhos de investigação com alta tecnologia. Por outro lado, continuará a reforçar a capacidade e a eficiência do pessoal na investigação de casos, sendo que, para o efeito, para além de enviar pessoal para receber, de forma regular, formação técnica e física, continuará igualmente a cooperar com os serviços competentes do Interior da China e de Hong Kong, organizando, em conjunto, cursos de formação vocacionados especificamente para o pessoal do CCAC. Mais, o CCAC enviará também pessoal para participar em acções de formação ou workshops organizados por organizações internacionais ou regionais, assim como convidará peritos e académicos das respectivas áreas para leccionarem em Macau. Por outro lado, o CCAC irá reforçar ainda mais a consciência do pessoal, na antecipação de “piores cenários”, e o seu sentido de responsabilidade, bem como dominar com precisão e compreender na totalidade a essência do conceito geral de segurança nacional, aumentando a sensibilidade e consciencialização relativamente à prevenção de riscos no trabalho.
No que diz respeito às instalações físicas, o CCAC, em cooperação com os serviços competentes, promoverá activamente os trabalhos de construção do novo edifício, a fim de resolver as questões da “confidencialidade” e dos “trabalhos de segurança”, uma vez que estes se encontram numa situação relativamente passiva devido ao facto de os locais de trabalho estarem instalados, ao longo dos anos, em edifícios comerciais públicos.
“Devemos auto-reflectir para manter uma conduta ética, procurando encontrar a fonte da rectidão”. Para combater a corrupção, devemos não só persistir na punição dos corruptos e na repressão firme de todos os actos de corrupção, mas também na criação de uma cultura e valores íntegros, enraizando a integridade no seio da sociedade, pois só assim é que se pode resolver o problema não só a nível superficial, mas também de forma radical. Em 2025, o CCAC irá aprofundar os trabalhos em todas as áreas, optimizando assim as suas próprias capacidades, e além disso, o CCAC irá envidar esforços incansáveis no caminho da luta contra a corrupção, procurando empenhadamente soluções necessárias para enfrentar eventuais problemas, promovendo, no sector público, o cultivo de virtudes governativas e o espírito de auto-disciplina, trazendo um ambiente justo e íntegro para a sociedade, procurando também fazer com que o sector privado e a população em geral sigam o caminho da integridade de forma consistente. O CCAC, por sua vez, continuará a combater a corrupção com uma atitude de “tolerância zero”, fazendo bom uso do pensamento e da forma de actuação do Estado de Direito para cumprir rigorosamente o dever de combate à corrupção e exercer eficazmente a sua função fiscalizadora, a fim de o sistema íntegro e a cultura de integridade se poderem fundir, obtendo assim o progresso conjuntamente.