privacy-icon Dois inspectores da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos suspeitos de ter pedido gorjetas a jogadores

Categoria: Acções de combate à corrupção Forma de divulgação: Notas de Imprensa

date-icon Divulgação:2005/01/10

Um caso suspeito de burla, envolvendo um agente da Polícia de Segurança Pública, foi hoje (dia 10) encaminhado pelo Comissariado contra a Corrupção para o Ministério Público. O agente policial envolvido, aproveitando-se da sua identidade profissional, terá enganado um comerciante de Macau, ao afirmar-lhe que conseguiria a cobrança de várias centenas de milhar de patacas em dívida a este e, como contrapartida, cobraria uma gratificação de 15 mil.

Através de um agente policial já desvinculado, o referido comerciante local conheceu o agente policial envolvido no presente caso. Este, um guarda-ajudante no activo da PSP, terá prometido a cobrança do dinheiro devido ao comerciante, no prazo de três meses, caso lhe fossem pagas 15 mil patacas de gratificação. Para ganhar a confiança do homem de negócio, deixou-lhe uma cópia do seu cartão de identificação da polícia e, como garantia, emitiu um cheque com o valor igual à dívida, cheque que, mais tarde, se provou não ter provisão.

Na investigação descobriu-se que o referido agente policial não praticou nenhum acto no sentido de resgatar as dívidas. Foi o que levantou a suspeita de que se tratava de um caso de burla para obtenção de dinheiro, em que o agente policial envolvido praticou um crime de burla e um de emissão de um cheque sem provisão.

No decorrer da investigação, houve a confissão do recebimento de 15 mil patacas e da assinatura de documentos de garantia.