Enfermeira suspeita da prática de burla
Categoria: Acções de combate à corrupção Forma de divulgação: Notas de Imprensa
Divulgação:2003/04/07
O Comissariado contra a Corrupção descobriu, em resultado de vários meses de investigação, uma enfermeira, de apelido Ho, do Centro Hospitalar Conde de S. Januário e três funcionários duma farmácia suspeitos de obter, por meio de burla, dinheiro de medicamentos através de receitas médicas. O caso foi hoje (dia 7) encaminhado para o Ministério Público.
Os cidadãos, depois de serem consultados, levam uma "receita médica," passada pelo médico, para irem buscar medicamentos à farmácia. O CCAC, que tem acompanhado este circuito desde o ano passado, descobriu um comportamento anormal de um enfermeiro do hospital público. Durante os últimos tempos, a enfermeira em causa, de apelido Ho, ia frequentemente a uma farmácia, situada no NAPE, com receitas médicas. Na sequência das investigações, suspeitou-se que Ho aproveitava as suas funções para a obtenção de receitas médicas, passadas por médicos. E com a colaboração dos funcionários da farmácia, trocava essas receitas por medicamentos e produtos de uso quotidiano, de idêntico valor, de que precisava, como, por exemplo, sabonete líquido, condicionador de cabelo, pasta dentífrica e máscaras de limpeza de cara.Como contrapartida, a enfermeira colaborava com os funcionários da farmácia apondo, em "receitas médicas" onde o carimbo de aquisição gratuita de medicamentos tinha sido esquecido.
Durante as investigações, foram encontrados indícios de que nos últimos dois anos, os familiares do enfermeiro apresentaram mais de cem receitas médicas naquela farmácia. Assim se levantou a suspeição de que havia pedidos de emissão de receitas médicas em nome de outras pessoas.
Refira-se que as autoridades de saúde prestaram grande apoio às investigações desenvolvidas pelo CCAC. Um suspeito já confessou ter usado receitas médicas para trocar por produtos de uso diário, alegando o excesso de medicamentos de algumas receitas e a intenção de evitar desperdícios. Houve também um suspeito que confessou não ter entregue os medicamentos nos termos da receita médica.