CCAC e vinte associações de funcionários públicos locais organizaram um colóquio sobre "Como estender o combate à corrupção ao sector privado"
Categoria: Sensibilização para a Integridade Forma de divulgação: Notas de Imprensa
Divulgação:2008/06/19
O Comissariado contra a Corrupção e vinte associações de funcionários públicos de Macau organizaram conjuntamente um colóquio sobre "Como estender o combate à corrupção ao sector privado", que teve lugar em 16 de Junho, no World Trade Center Macau, 5° andar, na Lotus Room. Para oradora foi convidada a Directora-Adjunta do Departamento de Relações Comunitárias da Independent Commission Against Corruption (ICAC) de Hong Kong, Julie Mu Fee-man.
As vinte associações que participaram na organização do encontro foram Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Origem Chinesa, Associação dos Trabalhadores da Função Pública, Associação dos Técnicos da Administração Pública, Associação das Funcionárias Públicas, Associação dos Licenciados em Administração Pública, Associação de Estudos de Direito, Administração Pública e Tradução, Associação de Agentes Policiais, Associação dos Médicos Hospitalares, Associação do Pessoal de Enfermagem, Associação Sindical dos Inspectores de Trabalho, Associação de Condutores das Entidades Públicas, Associação dos Médicos dos Serviços de Saúde, Associação dos Trabalhadores dos Serviços Públicos de Saúde, Associação de Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, Associação de Trabalhadores do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, Associação Mútua dos Condutores do IACM, Associação Educativa da Função Pública, Associação para a Confraternização de Aposentados e Pensionistas da Função Pública, Associação Sindical dos Inspectores de Jogos e Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas.
O colóquio foi presidido pela Adjunta do Comissário contra a Corrupção, que apresentou o objectivo da sua realização. Segundo Tou Wai Fong, é inevitável que os funcionários públicos, no seu dia-a-dia, entrem em contacto com instituições privadas, a níveis diversos. E o alargamento do combate à corrupção ao sector privado é uma matéria de interesse para toda a população, da qual fazem parte os funcionários públicos.
Na sua exposição, Julie Mu analisou a evolução do fenómeno da corrupção em Hong Kong, com base na comparação de casos do passado com os de hoje, e salientou que a construção de uma sociedade íntegra é um desejo comum do Governo e dos cidadãos. O território vizinho, adiantou, aposta em "combater a corrupção a todos os níveis", não havendo critérios duplos para o sector público e para o privado. É uma estratégia que tem por objectivo salvaguardar o interesse público e que dá resposta às expectativas de toda a sociedade.
A oradora tomou como exemplos vários casos e concluiu que a corrupção nas instituições privadas também representa uma ameaça ao interesse público. Foi o "caso das estacas de construção encurtadas", originado pela corrupção de um empreiteiro privado. Se não tivesse sido descoberto, os cidadãos teriam sofrido prejuízos. Falando da experiência de Hong Kong sobre o combate à corrupção no sector privado, iniciado nos anos 70, Julie Mu referiu as mudanças de postura das empresas locais, da resistência, passividade e desconfiança ao acolhimento e parceria com a ICAC.
Foi um encontro animado. Houve representantes de associações que afirmaram apoiar linhas de actuação orientadas para "integridade de toda a sociedade" e rejeitar critérios duplos na sociedade. Julie Mu e Tou Wai Fong responderam às perguntas postas pela audiência, sobre matérias como conflitos de interesses, orientações para a integridade em actividades comerciais e processo legislativo contra a corrupção no sector privado.
No fim do colóquio, a Adjunta do Comissário agradeceu a exposição da oradora e a presença dos participantes e apelou aos funcionários públicos para que apresentem as suas opiniões e sugestões a qualquer momento, num esforço conjunto visando a promoção da integridade na sociedade de Macau.