privacy-icon CCAC e Associação de Pequenas e Médias Empresas de Macau organizaram conjuntamente um colóquio sobre "Como estender o combate à corrupção ao sector privado"

Categoria: Sensibilização para a Integridade Forma de divulgação: Notas de Imprensa

date-icon Divulgação:2008/06/02

O Comissariado contra a Corrupção e a Associação de Pequenas e Médias Empresas de Macau (APMEM) organizaram conjuntamente um colóquio sobre "Como estender o combate à corrupção ao sector privado", que teve lugar na passada sexta-feira (dia 30 de Maio), no World Trade Center Macau, 5° andar, na Lotus Room. O encontro contou com a participação de cerca de 80 proprietários, chefes administrativos e trabalhadores de pequenas e médias empresas locais.

O colóquio foi presidido pela Adjunta do Comissário contra a Corrupção, Tou Wai Fong, que apresentou o objectivo da sua realização e as normas mais importantes da "Prevention of Corruption Ordinance" de Hong Kong no referente à corrupção no sector privado. Seguiu-se a intervenção do Presidente do Conselho de Direcção da APMEM. Para Stanley Au, o alargamento do combate à corrupção ao sector privado é uma proposta que vem ao encontro à realidade social local, pelo que deve merecer o acolhimento e o apoio da população. Uma sociedade progressista e ordenada, destacou, requer não só um governo eficiente e transparente, como também empresas que observem critérios exigentes de moral empresarial e assumam responsabilidade social.

Foi orador convidado o Vice-Presidente da "Federation of Hong Kong Industries" de Hong Kong, Stanley Lau, que é também o Director Executivo da "Renley Watch Mfg Co Ltd." e o Presidente Honorário de "The Professional Validation Council of Hong Kong Industries". Referiu os aspectos fundamentais para uma gestão íntegra numa empresa e, do ponto de vista de um empresário, sublinhou a importância da criação e aperfeiçoamento da estrutura institucional, da implementação do controle sistemático e de boa conduta dos trabalhadores no seio da empresa. No entender do orador, o cumprimento da lei e a honestidade são factores estreitamente ligados ao desenvolvimento a longo prazo e sustentável das pequenas e médias empresas, dado que a reputação e os negócios da empresa ficam prejudicados caso pratique corrupção. O orador olha com aprovação a cooperação entre as pequenas e médias empresa e a instituição de combate à corrupção, no sentido de promover no sector uma conduta ética e uma cultura da integridade.

Foi um encontro animado. Houve participantes que falaram de dificuldades com que actualmente o sector se defronta no exercício de actividade e declararam apoiar a iniciativa legislativa, defendendo, no entanto, clareza do diploma e rigor na sua aplicação. O reforço da legislação sobre "concorrência desleal" foi também sugerido por alguns particpantes. Stanley Lau e Tou Wai Fong deram respostas às perguntas entretanto postas.