privacy-icon CCAC e sector da arquitectura e construção civil organizaram conjuntamente um colóquio sobre "Como estender o combate à corrupção ao sector privado"

Categoria: Sensibilização para a Integridade Forma de divulgação: Notas de Imprensa

date-icon Divulgação:2008/05/26

O Comissariado contra a Corrupção, a Associação dos Engenheiros de Macau (AEM) e a Associação dos Arquitectos de Macau (AAM) organizaram conjuntamente um colóquio sobre "Como estender o combate à corrupção ao sector privado", que teve lugar na passada quinta-feira (dia 22 de Maio), no World Trade Center Macau, 5° andar, na Lotus Room. O encontro contou com a participação de cerca de 80 sócios-administradores, engenheiros e chefes administrativos de empresas locais de arquitectura e de construção civil.

O colóquio foi presidido pela Adjunta do Comissário contra a Corrupção Tou Wai Fong e teve como orador o Vice-Presidente do "Arup Group" de Hong Kong, Doutor Andrew Chan. O Presidente da Assembleia Geral e o Presidente da Direcção da AEM, respectivamente Leong Man Io e Cheong Kuok Kei, e o Presidentes da Direcção da Associação dos Arquitectos de Macau, Nuno Maria Roque Jorge, também estiveram presentes.

A Adjunta do Comissário contra a Corrupção apresentou o objectivo da realização do colóquio e as normas mais importantes da "Prevention of Corruption Ordinance" de Hong Kong no referente à corrupção no sector privado.

O Doutor Andrew Chan é membro do "Advisory Committee on Corruption" da "Independent Commission Against Corruption" de Hong Kong e Vice-Presidente da "Hong Kong Institution of Engineers". Perante os profissionais locais de arquitectura e construção civil, o orador analisou os factores da corrupção no sector e as formas mais diversas da corrupção activa e passiva. Ao descrever os prejuízos e consequências causados pelo fenómeno quer à empresa quer ao seu pessoal, defendeu a criação de medidas preventivas para os diversos ramos do sector e para as diversas fases da realização de obras. Segundo salientou, a promoção da prevenção da corrupção no sector pode, possivelmente, encontrar obstáculos no início. Neste caso, concluiu, a cooperação de todos é fundamental, até porque a implementação de medidas preventivas, assim que amadurecida, contribuirá certamente para maior eficácia e melhor qualidade no sector e para fomentar o desenvolvimento económico em geral.

No uso da palavra, o Presidente da Direcção da Associação dos Arquitectos de Macau salientou que o colóquio permitiu aos profissionais conhecer melhor a importância da integridade no sector. Para Nuno Maria Roque Jorge, no contexto do constante crescimento económico de Macau nos anos recentes, a prática da corrupção afligirá certamente a sociedade. Neste sentido, pode-se fazer valer a experiência de Hong Kong na prevenção da corrupção, adiantou.

Foi um encontro animado em que os participantes se sucederam a emitir comentários sobre realidades do sector e problemas existentes. Para uma maior integridade no sector, entenderam que a legislação reguladora do sector deve ser aperfeiçoada com rapidez e que o Governo deve produzir orientações claras e melhorar a transparência. Quanto ao alargamento da competência de supervisão do CCAC ao sector privado, os profissionais de arquitectura e de construção civil declararam apoiar a medida. Por outro lado, manifestaram o desejo de que a produção da respectiva legislação seja precedida de uma ampla consulta e de um estudo minucioso visando o aperfeiçoamento do articulado e que não se deve aplicar a legislação de forma precipitada. Andrew Chan, Tou Wai Fong e Leong Man Io deram respostas às perguntas entretanto postas.