privacy-icon Comissário contra a Corrupção visita Associação Comercial de Macau

Categoria: Intercâmbio e Formação Forma de divulgação: Notas de Imprensa

date-icon Divulgação:2005/03/09

Elementos do Comissariado contra a Corrupção, chefiados pelo Comissário Cheong U, visitaram na manhã de ontem (dia 8) a Associação Comercial de Macau, onde estiveram reunidos com o Presidente do Conselho de Direcção, Hoi Sai Iun, e outros dirigentes da ACM, para troca de impressões sobre temas de interesse comum e relativos à promoção da integridade social.

Cheong U afirmou que a visita se inseriu no duplo objectivo de apresentar cumprimentos aos sectores industrial e comercial neste início do novo ano lunar e de ouvir mais opiniões sobre a luta anti-corrupção. O Comissário fez uma breve retrospectiva da actividade do CCAC nos últimos cinco anos e apresentou os projectos prioritários da instituição para o ano corrente. Segundo revelou, as "Orientações para uma Conduta Íntegra dos Trabalhadores da Administração Pública", brochura produzida pelo CCAC, foram amplamente distribuídas aos serviços públicos, estando garantido que todos os trabalhadores tenham um exemplar. O CCAC está a promover acções de divulgação junto dos funcionários públicos; primeiro os de categorias superiores e depois os das inferiores, para que todos fiquem esclarecidos acerca do conteúdo das "Orientações". Para além disso, a formação ética da juventude continua a ser uma das prioridades do CCAC, que se propõe efectuar, este ano, a revisão do material didáctico que editou para o ensino primário. A Chefe do Gabinete do Comissário, Ho Ioc San, fez uma apresentação sobre as acções do CCAC na área de sensibilização e o funcionamento da Delegação do CCAC desde a sua criação, há um ano.

As eleições para a 3.ª Assembleia Legislativa da RAEM, que terão lugar este ano, constituem um evento relevante para a RAEM, frisou o Comissário. O CCAC, adiantou, dá grande importância à incorruptibilidade e à justiça eleitorais e o planeamento das respectivas acções iniciou-se em meados do ano anterior. Por outro lado, o que se espera é o contínuo apoio de toda a sociedade, num esforço conjunto visando assegurar eleições incorruptas. O CCAC recebeu, há dias, algumas queixas respeitantes às eleições, que estão a ser tratadas e acompanhadas; os casos descobertos nas últimas eleições legislativas e encaminhados para o Ministério Público, de número muito reduzido, encontram-se em fase final de inquérito. A propósito das eleições, o Adjunto do Comissário, Chan Seak Hou, acrescentou que o Grupo de Estudos Contra a Corrupção Eleitoral e o Grupo de Investigação da Corrupção Eleitoral, criados no final do ano passado, já iniciaram o estudo e o planeamento de medidas preventivas e de acções de investigação. Afirmou que o CCAC fará todo o possível para assegurar a credibilidade das eleições na RAEM, dado que em causa está o seu futuro.

O Presidente da Direcção da ACM deu boas-vindas aos elementos do CCAC. Hoi Sai Iun disse que, desde a criação da RAEM, o Território tem conhecido um desenvolvimento económico sustentado e um maior sentido da integridade na sociedade, pelo que os sectores industrial e comercial apreciam e apoiam o trabalho do CCAC. Na sua opinião, já lá vão os tempos da "cultura de café". Referiu, a título de exemplo, que viu, recentemente, funcionários públicos que ganharam prémios em sorteios realizados durante festas-refeição e que os devolveram para serem de novo sorteados. Hoje em dia, os funcionários públicos manifestam-se cautelosos, mesmo em contactos sociais, em virtude do exercício das suas funções públicas, dando prova de estarem mais consciencializados para a integridade, concluiu Hoi Sai Iun. Acha que as eleições legislativas deste ano, um evento de grande importância para a RAEM, serão muito concorridas e que devem assegurar-se acções preventivas. O dirigente da ACM espera que o CCAC reforce a sensibilização dos eleitores, cujo sentido de integridade entendeu como um factor decisivo. Na sua opinião, umas eleições incorruptas serão motivo de satisfação para todos e constituirão, em consequência, um incentivo para que todos sejam cumpridores da lei.

Deve criar-se o sentido social da integridade e assegurar-se a transparência da actividade pública administrativa, sob pena de haver irregularidades. Foi o que salientou o conselheiro da ACM, Leong Hin Tat, que manifestou a expectativa de que o CCAC dê um maior impulso neste sentido. Dois membros executivos do Conselho de Direcção da ACM, Wong Kuok Seng e Ho Pui Fan, partilham da opinião de que o mais importante é a consciência cívica e que devem ser asseguradas acções de sensibilização, especialmente as destinadas aos jovens. O que conta é incutir o sentido da incorruptiblidade desde cedo, sublinharam. Alguns membros executivos presentes no encontro referiram que os resultados obtidos pelo CCAC merecem o reconhecimento geral dos sectores industrial e comercial. No entanto, chamaram a atenção para o facto de, nalguns serviços públicos, haver ainda funcionários públicos, especialmente de categorias intermédias e inferiores, que, provavelmente por excesso de prudência, demonstram falta de eficácia e de sentido da responsabilidade no exercício de funções. Esperam que o Governo tome medidas de melhoria, demonstrando simpatia para com os sectores industrial e comercial.

No encontro estiveram também presentes o Vice-Presidente, Choi Iok Lam, e os membros executivos do Conselho de Direcção, Mok Kuan Iek, Wong Su Sam, Ho Fu Keong, Ho Wa Tim, Kan Long Chao, Sin Chi Io e Lao Weng Seng, os membros executivos do Conselho de Fiscalização, Lei Peng Fu e Lo Tak Meng, o secretário geral, Ao Weng Chi, e o secretário geral adjunto, Chan Kuok Chun, da ACM; do CCAC, os assessores, Ka Vai Vu e Chao Son U, o Chefe do Departamento de Relações Comunitárias, substituto, Wong Chi Hou, entre outros.